18 maio 2008

Desabafo

Pegando carona na série: A vida como devia ser

Meio de março... tempo fechado, controveso. Horas a pensar em algo diferente da idéia de ter feito ou fazer uma besteria.

O sujeito se aproxima e argumenta:

- Desculpe o mal jeito. Peço desculpas por tê-la feito se sentir mal assim.
- Tarde!
- Não quero fazer promessas difíceis de serem aceitas ou compreendidas. Mas considero importante dizer o que vou dizer. Como também acho que deveríamos nos dar a oportunidade. Compreenda.
- Incompatíveis! Não percebe?!
- Veja bem, analisando por um lado um pouco mais cômico. São duas indas e vindas pra cada lado. O caso está simétrico. Voce nos deu um chance há um bom tempo. Eu dei duas. Falta voce dar mais uma. rsrsrs. Vamos começar do zero. Sem favoritismo.
- É. Mas o problema ficou grande demais. Não tem graça.
- Eu sei, abalou muita coisa. E foi forte.

Entao, de todo modo....
Deixa eu agradecer por um monte de coisa.
Obrigado pelos fins de namoro, por que nao?! Percebemos o quão grande e importante é o nosso sentimento, nossa relação.
Obrigado pelos incontáveis pôr-do-sol divididos comigo. Pelo incontáveis fins de tarde e de noite. Pelas eternas brincadeiras infantis e discursões para adulto nenhum botar defeito.
Obrigado também pela ternura. Pela brabice. Pelos elogios e sem-vergonhices. Por aturar minhas 'piadas' e paródias.
Obrigado pelas noites de amor, Por dar a mim o suor e o sabor do seu corpo. Que até hoje trago vivo na memória e no paladar.
Obrigado Pelo misto de prazer e carinho. Pelos dias amanhecidos juntos.
Pelos dias de domingo. Pelos e-mails brincalhões!
Muito obrigado por estar nos momentos mais importantes da minha vida.

Dou destaque especial a duas situações:

- Estar comigo na minha cirurgia. Em meu pós-operatório. Valeu Por agüentar a amnésia!! Por emprestar sua mão temporariamente pra me coçar... como também pra servir de 'base' para O Anel.

- Estar comigo (algumas vezes meio sem querer) em meus shows! Me acompanhou em todas as bandas, e em todos os meus âmbitos musicais: Sigla Rústica, Karpus, Plano B, Sobre Rosas e Desventura.
De verdade, voce nao tem noção da importância que voce tinha nesses momentos. E ainda tem, basta saber da minha alegria ao te ver após o último show na ribeira. Talvez nao saiba de como era importante para mim ter minha namorada dando o 'maior apoio' ali, mesmo nao podendo curtir a festa comigo, como gostaria.
Voce também nao tem noção de como os shows perderam a graça. De como é difícil nao ver seu sorriso dali do palco. Fico procurando seu rosto de lá de cima, mas tardo a cair na real. É angustiante nao ter seus beijos e abraços, saudosos até, depois do show.

(continuando no momento desabafo)

Tem sido especialmente difíceis para mim os finais de semana.
Eu tinha em você uma bela fonte de alegria; mas por alguma razão, esta fonte ficou opaca demais a ponto de me fazer querer deixar cair.
Meti os pés pelas mãos ao achar que alguns poucos argumentos que surgiram eram suficientes pra realmente deixar isso acontecer.
Quando na verdade o que deveria acontecer era uma boa conversa. Nos tornamos bons nisso sim.

Mas confesso que existia uma certa pressão em acertar um bom "feitio" para te deixar contente (após algumas burradas minhas). Burradas explicadas a seguir...

Tentei e consegui pouco reencontrar a maneira minha de agir. Maneira esta que sempre te cativou.
Errei demais. E o fato de nao estar acertando, com certeza, foi me deixando desesperado!
Sim, eu fiquei desesperado. Foi onde eu disse que nao me sentia "um namorado espetacular", e dei com os burros n'água.
'Deixa' que esse modo de me ver, de agir e não "acertar" estava muito mais relacionado à mais uma pressão de ordem laboral (prefeitura/clinica) do que algum sentimento de desgosto ou incompatibilidades (pode acreditar), e por nao saber disso com clareza, errei ao expor esses últimos daquela maneira, no e-mail.

Nesse engodo cheguei a achar que voce estava 'ocupada' demais com: novas formas de ver o TCC + novas técnicas de desenho + novas aulas + novos contatos na área de charges + contatos pra retomar o SEDIS, etc. e mais uma vez errei ao pensar que voce nao merecia ouvir de novo, mais uma 'reclamação' minha sobre esse assunto de trabalho, nao te ocuparia de novo com essa 'ladainha'. Mesmo porque voce tem uma clareza e objetividade tao grande nessa área que quase humilha!
(E hoje, por ironia do destino, estou aqui te ocupando com este tal assunto.)

Diante dessa situação, pensei... Caralho! Só tenho errado, nao consigo mais acertar?!... Acho que a qualquer momento ela vai sugerir um término. Minhas ações devem estar desgastando tudo; rezo para que não. Tenho certeza que vamos ajeitar tudo!
Entao veio o seu e-mail e disse:
"Hoje mesmo, fazia muito, mas eu vi, eu senti o que tava querendo meu amor."
E, eu andava tao ruim que nao vi esse 'reconhecimento'. Mas, voce sentiu!!!
e voce completou
"eu acho que posso exigir mais, eu não sou mais aquela pirralha do início do namoro"

- Com toda certeza nao é. Voce tem sido, tem se tornado mais ainda uma pessoa com quem eu tinha o maior prazer em estar junto como namorado. Mais madura, mais independente, perspicaz.

Hoje, percebo esta minha "culpa", em nao explicar direito o que se passava, nao conversar tranquilamente. E nao perceber o que fazia me sentir sem condições de te dar o que voce "exigia", e foram se criando certos vícios.
Só depois fui perceber que sim, que até hoje sou capaz de te dar 'aquilo' e muitas outras coisas sem quaisquer exigências, de maneira super natural. Afinal, é como eu gosto de agir. Como eu te disse: Nao faltava.
E sei que sou capaz de te dar e ainda quero.

Quero ter a minha menina-mulher, que sempre amei, ao meu lado novamente.

- Eu ja ouvi de outras pessoas, assim como voce também com certeza deve ter ouvido, algo do tipo: "Tá bom né? Vai virar bagunça isso?"

Mas eu penso com certa razão.
Amigo, nao importa a maneira como a 'sociedade' avalia esse relacionamento. O que importa (ou nao, para eles) é que aconteceram coisas complexas e que ninguem entenderia superficialmente, por isso fica muito mais fácil julgar assim ou assado. E também, não há por que os outros entenderem.

Sinto sua falta sim! E começaria um novo namoro contigo hoje, renovado, revigorado e empolgado...e, com certeza absoluta voce nao teria razão pra pensar que "eu só faço 'aquele olhar' quando retomamos nossas vidas juntos". Nao mesmo. Certeza! Compreendo meus erros e torço por uma segunda chance (de sua parte).

Faço minhas as suas palavras...
"As pessoas erram, Eu cometo catastrofes. Assumo a culpa pelo que aconteceu. Meu mundo vai cair, ora essa, ele já caiu!"

Terei você sem te possuir. Quero estar junto de novo, ser seu par, seu mais-que-amigo, seu porto seguro. Quero poder ser seu amor, Quero ter seu amor. E se eu nao tiver, Andarei por um tempo como em seu escritos dirigidos a mim, em outrora:
"Vou sofrer, vou sorrir e te seguir, como Um psicopata consciente, Reanimar tudo o que sente"
- e finaliza com - "Se perceber o que digo e sinto, esqueça o orgulho e fica comigo"

É difícil, eu sei.

Deixo claro mais uma vez que todos os motivos pelos quais agradeci acima, são verdadeiros em me fazer continuar assim, a querer tê-los por muito mais tempo.
E a ser um menino obediente: "Você cuide dele. Você cuide dela!" rs

Essas ações são meio típicas de mim, como voce mesma disse. Mas tudo é totalmente sincero.

...Pra retomar a série, "a vida como devia ser"

A moça se espanta, pensa, baixa a cabeça, pensa de novo, ergue, sorri, extende a mão para um aperto, seguido de um abraço desconfiado, afasta um pouco, olha fundo nos olhos, percebe o motivo do olhar sorridente no outro, sorri, abraça, forte desta vez, e beija com o corpo todo.

O dia entao terminará com uma saraivada de beijos, de conversas, de abraços, de suor, de piadas e sorrisos.

Um comentário:

Mariana Araújo disse...
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